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Angelo Felipe Silva Advocacia e Assessoria Jurídica , Advogado
Angelo Felipe Silva Advocacia e Assessoria Jurídica
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Comentários

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Excelente colocação, colega, agradeço muito pela contribuição ao debate!

Concordo integralmente que o sistema penal enfrenta falhas estruturais graves, como a falta de vagas, a precariedade do sistema prisional e o recorrente desrespeito aos direitos dos apenados. Justamente por isso, a tese do artigo é no sentido de que apostar exclusivamente no aumento das penas (punitivismo) não apenas é ineficaz, como tende a agravar essas distorções.

A punição enquanto castigo é um traço histórico, mas o Direito Penal moderno exige, além da punição, a prevenção e reinserção social. Nisso, devemos enxergar que o problema não está na teoria da ressocialização em si, mas na forma como o Estado a negligencia na prática, tornando as prisões como verdadeiras “escolas do crime”, com índices alarmantes de reincidência (em torno de 42,5% no Brasil).

Minha opinião não vai no sentido de simplesmente “abrandar” penas, muito pelo contrário. Defendo a ideia de, ao mesmo modo de ter penas rígidas, que trabalhemos de forma inteligente e estratégico na reinserção do individuo na sociedade. Penas rígidas são necessárias, especialmente para crimes graves e violentos, mas a melhora da segurança pública passa, sobretudo, pela certeza da punição, com investigação eficiente e inteligência policial, mais relevante do que a simples severidade; políticas públicas baseadas em dados e evidências; uso de tecnologia e mecanismos de controle, acompanhando o indivíduo de forma efetiva, e não apenas isolando-o e depois liberando-o por meio de progressões de regime genéricos.

Em síntese, defendo que: endurecer penas, isoladamente, não resolve. Sem inteligência criminal, a punição deixa de ser efetiva, tornando, infelizmente a reincidência ainda maior.

Novamente, obrigado por enriquecer o debate Dr. Fique à vontade para expor mais a sua opinião, será de grande relevância!
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